Porque tudo o que a gente faz tem que ser gostoso!

Pinky, the Kinky

Lidar bem com as próprias perversões nem sempre é sinal de desrepressão sexual

10.11.2007 - Publicado por Alessandro Martins

Ter diversos acessórios sexuais, roupas fetichistas e demais brinquedos eróticos e, claro, compartilhá-los abertamente com a namorada ou namorado pode não significar necessariamente que você esteja lidando bem com a sua sexualidade.

Encontrei esta dica no blog do Casal Cats, sobre o programa Inspetores do Sexo.

Neste episódio específico, os dois consultores da série ajudam um casal que, apesar de falarem abertamente, entre si e para o público, sobre seus fetiches e outras delícias, não conseguem desenvolver a conexão afetiva necessária à prática de uma trepada mais gostosa.

Os dois estavam caminhando para o fim do relacionamento, certamente.

Recomendo que você veja todos os quatro vídeos que compõem o episódio completo. É muito instrutivo:

 

 

 

Eu sempre tive minhas perversõezinhas e sempre abri o jogo sobre elas com minhas namoradas, porém jamais deixei que essas perversõezinhas viessem antes do contato verdadeiro e poderoso que o sexo deve proporcionar.

Ainda assim, isso não impediu que pelo menos um relacionamento meu fosse prejudicado porque uma delas chegou a pensar que eu deveria ser surpreendido a cada vez.

Na verdade, se você for olhar com sinceridade, sexo é sexo. Muda pouca coisa a cada vez e não tem muito o que inventar por mais que você seja criativo.

Mas é algo que está com você como a necessidade de respirar.

É inevitável querer sempre viver essa experiência, assim como a satisfação de uma fome. É uma necessidade biológica. Porém que pode ser aprimorada nessa satisfação.

É a diferença entre o fast-food e uma culinária requintada. Sem falar que existe aquele prato que você sempre quer comer. Gostei, por exemplo, da desmitificação da posição papai e mamãe no episódio: não se sinta culpado por querer o feijão com arroz de vez em quando.

Porém, minha parte preferida dos vídeos vem ao final. Depois de terem aprendido tudo o que aprenderam, a garota dá para sua vida sexual anterior uma nota 4 e para a atual uma nota 8:

- Está bom… dobrou. - diz a consultora - Mas o que falta para chegar a 10?

- Alguns acessórios… - diz a garota com ar safado, lembrando dos brinquedinhos que, durante a fase de reaprendizado, os dois foram proibidos de usar. Afinal, nada mais belo do que ver uma menina como ela com um lindo espartilho e um par de botas, devo admitir.

Mas de fato, no caso dos dois, as coisas estão agora na ordem certa: alguns acessórios são ótimos, mas o nome já diz. São acessórios. Vêm depois do essencial.

No caso deles, antes de reaprenderem a usar o sexo como forma de contato entre um e outro, as fantasias sexuais eram usadas para disfarçar, para se esconder.

E não para revelar, como deveria ser.

Também não posso deixar de dizer que programas como esse que falem tão abertamente de sexualidade - no sentido afetivo da palavra e não no sentido medicinal, como se costuma ver nas tevês brasileiras -, fazem falta por aqui.

2 comentários

  1. B - Me and My Secret Life disse:

    Muito bom o post. Comigo acontece algo muito interessante, como muitas pessoas tem um contato comigo através do meu blog mais safado, o Me and My Secret Life, esquecem que existe uma mulher a ser conquistada e não apenas uma musa que curte um monte de práticas e perversões sexuais. É curioso o post, e pretendo com calma ver os vídeos, pq realmente o que percebo é que torna-se muito fácil ver os “acessórios” como algo imprescindível.

    Bom post!

  2. Casal Cats disse:

    Olá,

    Legal ter divulgado o vídeo, ficou ótimo e o texto ficou ótimo também.

    Esse vídeo achei muito legal, por chamar a atenção justamente pro contrário né.. enquanto muitos procuram esquentar a relação com roupas, acessórios, etc… esse vídeo busca justamente o oposto. Esquentar a relação com os dois, a preocupação com o próximo. Parabéns pelo blog.

    Bjs e abs.

    Casal Cats

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